Com o avançar da idade, as perdas funcionais tornam-se evidentes e o idoso deixa de realizar atividades básicas de vida diária, diminuindo assim sua capacidade funcional. A capacidade funcional é dimensionada em termos de habilidade e independência para realizar determinadas atividades, sendo esta um dos grandes componentes da saúde do idoso.

É muito importante para a autonomia e independência do idoso, a avaliação das atividades de vida diária de tal forma que não retire do mesmo, as tarefas do cotidiano para que ele se sinta parte do contexto doméstico e familiar.

É comum a atitude do familiar do idoso inibir a sua participação nas atividades em seu domicílio, colocando-o totalmente dependente de outros adultos e comprometendo a sua capacidade funcional. Os próprios familiares os classificam como "Idoso frágil".

A dependência compromete a autonomia total da pessoa trazendo à tona a teia de relações familiares, permeadas de atitudes ambíguas e revestidas de um misto de zelo paternalista com autoritarismo discriminatório, explicitado pela falta de negociação e espaço vital do idoso.

Portanto, a manutenção da capacidade funcional pode ter importantes implicações para a qualidade de vida dos idosos, por estar relacionada com a capacidade de ocupar-se com o trabalho até idades mais avançadas e/ou com atividades que lhe sejam agradáveis.